Disfunção Erétil

O que é disfunção erétil?

A disfunção erétil (DE) é a incapacidade de atingir ou manter a ereção suficiente para ter uma relação sexual satisfatória.

É um problema comum?

Sim. Estudos feitos em vários países do mundo, inclusive no Brasil, mostram que até metade dos homens com idade entre 40 e 70 anos podem apresentar DE.

Quais são as causas da disfunção erétil?

A DE pode ser classificada como orgânica, isto é, relacionada a algum problema vascular, neurológico ou hormonal; e psicogênica, ligada a problemas como depressão, ansiedade e estresse.

Os principais fatores de risco para um homem desenvolver disfunção erétil (DE) são diabetes, pressão alta, colesterol alto, doenças vasculares e cirurgia da próstata. Hábitos como fumo, alcoolismo, uso de drogas e vida sedentária, bem como alguns medicamentos, também aumentam o risco de desenvolver disfunção erétil.

Existe uma forte associação entre depressão e disfunção erétil. Um estudo mostrou que a prevalência de depressão chega a 54% dos homens com a doença, significativamente maior do que na população sem a disfunção, ou seja, do grupo controle (21%). Contudo, não se sabe ao certo se a disfunção erétil é a causa da depressão ou vice-versa, mas o fato é que uma condição tem consequências sobre a outra.

Outros distúrbios psicológicos que se associam com DE são: estresse, tristeza, insatisfação com a parceira, redução salarial recente superior a 20%, atitude pessimista, mudança de cônjuge e mudança de emprego.

Diagnóstico

Uma das ferramentas diagnósticas que podem ser usadas para o rastreamento da DE é o Índice Internacional da Função Erétil, que já foi traduzido e adaptado para a língua portuguesa e validado em população brasileira. Esse questionário composto por 15 perguntas avalia toda a função sexual, porém as perguntas 1, 2, 3, 4, 5, e 6 avaliam especificamente a função erétil.

O questionamento deve ser ativo para homens com maior risco de apresentarem DE (diabéticos, hipertensos, portadores de doença vascular, usuários de medicamentos que podem causar DE, obesos, tabagistas, etilistas e sedentários).

Esse tipo de ferramenta também pode ser usado durante o tratamento. Para avaliar a sua eficácia, veja abaixo:

Dr. Daniel S. Freire Médico formado pela Faculdade de Medicina da USP, com especialização em Clínica Médica e Endocrinologia e Metabologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP. CRM: 97368-SP

Referências

  • Burnett , A.L.: Erectile dysfunction. The Journal of urology 2006; 175 (3 Pt 2): S25-31.
  • Feldman, HA; Goldstein, I; Hatzichristou, DG; Krane, RJ; McKinlay, JB. Impotence and its medical and psychosocial correlates: results of the Massachusetts Male Aging Study. The Journal of urology, 1994; 151(1): 54-61.
  • Derby, C.A.; Mohr, B.A.; Goldstein, I.; Feldman, H.A.; Johannes, C.B.; McKinlay, J.B.. Modifiable risk factors and erectile dysfunction: can lifestyle changes modify risk? Urology 2000; 56(2): 302-306.
  • Shabsigh, R.; Klein, L.T.; Seidman, S.; Kaplan, S.A.; Lehrhoff, B.J.; Ritter, J.S.. Increased incidence of depressive symptoms in men with erectile dysfunction. Urology 1998; 52(5): 848-852.
  • Rosen, R.C.. Psychogenic erectile dysfunction. Classification and management. The Urologic clinics of North America 2001; 28(2): 269-278.
  • Rosen, R.C.; Riley, A.; Wagner, G.; Osterloh, I.H.; Kirkpatrick, J.; Mishra, A.. The international index of erectile function (IIEF): a multidimensional scale for assessment of erectile dysfunction. Urology 1997; 49(6): 822-830.
  • Gonzales AI, Sties SW, Wittkopf PG, Mara LS, Ulbrich AZ, Cardoso FL, Carvalho T: Validation of the International Index of Erectile Function (IIFE) for use in Brazil. Arquivos brasileiros de cardiologia 2013; 101(2): 176-182.

Responda o questionário abaixo selecionando a alternativa de acordo com o seu perfil. Em seguida, confira o que a soma da sua pontuação indica.

1. Nas últimas quatro semanas, com que frequência você foi capaz de ter uma ereção durante uma relação sexual?

  • 0. Sem atividade sexual
  • 1. Quase nunca ou nunca
  • 2. Poucas vezes (muito menos que a metade das vezes)
  • 3. Algumas vezes (aproximadamente a metade das vezes)
  • 4. A maioria das vezes (muito mais que a metade das vezes)
  • 5. Quase sempre ou sempre

2. Nas últimas quatro semanas, quando você teve ereções sexuais com estimulação, com que frequência foram suas ereções duras o suficiente para penetração?

  • 0. Sem estimulação sexual
  • 1. Quase nunca ou nunca
  • 2. Poucas vezes (muito menos que a metade das vezes)
  • 3. Algumas vezes (aproximadamente a metade das vezes)
  • 4. A maioria das vezes (muito mais que a metade das vezes)
  • 5. Quase sempre ou sempre

3. Nas últimas quatro semanas, quando você tentou ter relação sexual, com que frequência foi capaz de penetrar (entrar) na sua parceira?

  • 0. Sem estimulação sexual
  • 1. Quase nunca ou nunca
  • 2. Poucas vezes (muito menos que a metade das vezes)
  • 3. Algumas vezes (aproximadamente a metade das vezes)
  • 4. A maioria das vezes (muito mais que a metade das vezes)
  • 5. Quase sempre ou sempre

4. Nas últimas quatro semanas, durante uma relação sexual com que frequência você foi capaz de manter sua ereção após ter penetrado (entrado) na sua parceira?

  • 0. Não tentei ter relação sexual
  • 1. Quase nunca ou nunca
  • 2. Poucas vezes (muito menos que a metade das vezes)
  • 3. Algumas vezes (aproximadamente a metade das vezes)
  • 4. A maioria das vezes (muito mais que a metade das vezes)
  • 5. Quase sempre ou sempre

5. Nas últimas quatro semanas, durante uma relação sexual, o quanto foi difícil para você manter sua ereção até o fim da relação?

  • 0. Não tentei ter relação sexual
  • 1. Extremamente difícil
  • 2. Muito difícil
  • 3. Difícil
  • 4. Pouco difícil
  • 5. Não foi difícil

6. Nas últimas quatro semanas, como você consideraria a sua confiança em conseguir ter e manter uma ereção?

  • 1. Muito baixa
  • 2. Baixa
  • 3. Moderada
  • 4. Alta
  • 5. Muito alta
13 Recomendamos que você procure um médico especialista.*
* O teste ajuda a identificar se você está sendo acometido por algum grau de disfunção erétil, mas não se pode tomar o resultado como diagnóstico.